quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Falta

Cheguei em casa, entrei no meu quarto e achei tudo tão vazio.
Deitei, peguei o edredom, liguei o ventilador e me enfiei embaixo dele e continua tudo tão vazio
Senti falta de um tenis sendo jogado no chão de qualquer jeito e uma cuspida no quintal, senti falta de alguém cantarolando algo no corredor, mesmo a casa em total silêncio, indo pro banheiro.
Senti falta de um “iii para de ser neurótica", quando entra e bate a porta..
Senti falta também, de uma respiração mais ofegante no meio da tarde...
Tô sentindo falta de vc aqui comigo, esse seu tamanho ocupa muito espaço da minha cama.
E eu espero que não esteja ocupando o espaço de outrem.
Espero que queira só ocupar o espaço daqui, o emu espaço, o espaço que vc chegou e empurrou, arrumou nesse meu coração vagabundo.
Tô com saudades de vc debaixo do meu edredon, cobertor, cama, chão do quarto, violão, sofá, pia, box
Em toda parte que eu não escolhi sem você.vota logo, seja como for, mas só volta.

Há tempos

Há tempos que o coração não batia nesse ritmo, um ritmo diferente, cadenciado, um ritmo que pode-se dizer que parece uma valsa, mas eh bem mais divertido. Um ritmo que se dança junto, junto não, grudado, olhando de longe vc diria que é uma pessoa só.
Há tempos que o chão não era tão macio e os caminhos tão curtos, que as tarefas não eram tão fáceis, que aqueles problemas do cotidiano perderam o sentido e a vida parece que eh bonita o tempo inteiro.
Há tempos que dizer “tchau” não era tão doloroso, as horas distantes intermináveis, as cores se juntaram em apenas um foco o resto ficou cinza.
Parece que a percepção do mundo mudou.
Ainda tô tentando entender.
Sabe aquela sensação de estar andando a beira de um precipício? Um friozinho na barriga, há quem chame de “borboletas”, então...
Não tenho ideia de como se chama esse sentimento, ele ainda não tem nome, não tem forma, nao tem cor, mas acho que estamos alimentando direitinho, né?


Escrito 14/12/17