quarta-feira, 18 de novembro de 2015

just waiting

Não sei me expressar de forma concisa, nunca soube, sempre fui aquela pessoa difícil de se conviver, sou a garota da frase "Poxa! Como você é difícil" ainda não aprendi a lidar com meus sentimentos, os mais profundos.Um dia alguém apareceu e derrubou todas as minhas convicções e sempre que me afasto torno a construir novas, para logo, serem destruídas novamente. Me sinto como um tornadinho
Começo, mexo com tudo, jogo tudo para o alto mas passo, passo rápido.Tenho essa sensação desde criança, de que eu conheço apareço na vida das pessoas para alguma coisa, mas depois, sou facilmente descartada, talvez por esse meu jeito difícil.
Sempre sonhei com amor pra vida toda, hoje, não tenho mais essa pretensão, mas gostaria de conhecer a pessoa que gostasse de mim ao ponto de gostar das minhas inconstâncias, das minhas loucuras, que talvez achasse até bonito o modo como me gabo de certas coisas apenas para me auto afirmar e saberia que isso tudo foi apenas porque a minha auto confiança é bem pequena, que talvez pudesse até brigar comigo por causa dos meus demasiados palavrões mas saberia que sem eles eu não seria eu, saber que mesmo que para um casamento não iria querer me arrumar e insistiria em ir de tênis e que eu gosto mesmo é do frio e andar de calça jeans e moleton, que não se importaria por não gostar de fazer a unha e entender que o mês de agosto é terrível e que propusesse que tirássemos esse mês para vermos filmes e comer chocolates, que talvez pudesse reclamar da minha desorganização da casa e até mesmo dos pensamentos mas que soltasse um sorrisinho de cada confusão dita, que tivesse a sensibilidade de quando eu ter os meus surtos saber que preciso de apoio e palavras brandas e que isso passa em alguns minutos, saber que vou fazer "n" planos, convictos de que são as verdadeiras metas, e que no dia seguinte, ao acordar não existira mais convicção de nada. Eu sei que isso é apenas a bruta flor do querer, não sei se existe essa pessoa, mas eu sei quem eu gostaria que fosse, mas toda vez que nos esbarramos nessa vida eu tenho mais certeza que não é.

Continuo esperando e talvez todas as coisas que sonhava na infância estejam guaradadas em uma caixinha bem no fundo do meu ser e quem sabe ela não desperta.

Muito pensativa.

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